Erna – A mulher que ensinou Mariana a se ver como Cidade das Artes

Erna Antunes

 

MARIANA MG — A Casa de Cultura – Academia Marianense de Letras, em colaboração com a Secretaria Municipal de Patrimônio Cultural e Turismo de Mariana, promovem Sarau na abertura da Exposição “Erna – A mulher que ensinou Mariana a se ver como cidade das Artes” dentro da programação do Festival de Inverno de Mariana. O evento acontece no dia 15 de julho de 2026, a partir das 16h, nas dependências da Casa de Cultura.

A programação incluirá a apresentação “Cordas da Memória”, com os alunos do projeto RECRIAVIDA e do Curso de Violão “Professor Moura Santos”. Além disso, será realizada a abertura da exposição “Erna – A mulher que ensinou Mariana a se ver como Cidade das Artes”.

Erna Lohrer

Erna Lohrer nasceu em 24 de novembro de 1926, na cidade de Escópia, na Iugoslávia, atual Macedônia do Norte. Desde cedo demonstrou interesse pela arte, tendo realizado sua primeira exposição com doze anos de idade, em Pancevo.

Por conta da Segunda Guerra Mundial, sua família foi obrigada a mudar-se para a Áustria. Em Viena ela se formou pela Escola de Belas Artes de Graz, em 1948.

Um ano depois, migrou para o Brasil, naturalizando-se brasileira em 1950. Fixou-se inicialmente no Rio de Janeiro, tendo se unido em matrimônio com o empresário e industrial marianense Manuel Beata Antunes. Beata Antunes era membro de uma tradicional e opulenta família de Mariana, Minas Gerais.

O casal vivia entre as duas cidades. Em Mariana, Erna fundou uma escola de arte, próxima a Praça Gomes Freire, que formou diversos artistas da região, como, por exemplo, Elias Layon. No decorrer da trajetória desta escola, ela organizou duas exposições, Os Meninos Pintores de Mariana, que ocorreram no Rio de Janeiro, em 1966, e em Petrópolis, em 1967. As exposições contaram com os trabalhos artísticos de seus alunos.

Suas obras estão em diversos acervos públicos e privados, ela também participou de muitas exposições. Em Portugal, realizou exposições individuais no Salão da Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa, em 1956, e no Salão Silva Porto, no Porto, em 1957. No Rio de Janeiro destaca-se a exposição que realizou na Associação Brasileira de Imprensa, em 1959.

É possível encontrar suas obras em Brasília: três painéis presentes no gabinete do ministro da Educação e Cultura; retratos do Jânio Quadros, e Sara Kubitschek. Em Mariana há um painel no Clube Marianense.

Dentre seus prêmios recebeu a medalha de ouro do Salão Brasileiro de Belas Artes, em 1970. No mesmo ano participou do Salão de Artes Plásticas da Associação dos Artistas Brasileiros. Anteriormente, em 1969, havia tomado assento como Acadêmica Honorária, na Academia Brasileira de Belas Artes, e recebido a Comenda de Ouro Pedro Américo. Em maio de 2008 recebeu o Diplôme DeMédaille de Vermeil, em Paris, pela Sociedade Francesa de Artes, Ciências e Letras. É também patrona da cadeira 40, na Academia Marianense Letras, Ciências e Artes, ocupada atualmente por Hélio Petrus.

Faleceu em 8 de março de 2014 Costumava dizer que “A arte a única prova de nossa passagem pela terra”.

 

Andreia Donadon Leal
Mestre em Literatura e doutora em Educação
Mariana MG

 

Exposição Erna Antunes