Governo Estadual e Ministério Público de Minas Assinam Protocolo de Intenções Para Restauro do Palacete Dantas

Palacete Dantas em Belo Horizonte

 

BELO HORIZONTE [ ABN NEWS ] — O Palacete Dantas, que integra o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade, será reaberto ao público em 2024. O anúncio foi realizado nesta quarta-feira (20), durante solenidade em que o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), assinou com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) um protocolo de intenções sobre o projeto de conservação e restauro do edifício.

O Palacete Dantas é tombado nas esferas estadual e municipal, sendo essa iniciativa também realizada com o apoio do município, por meio Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e da Fundação Municipal de Cultura (FMC).

O protocolo busca viabilizar a elaboração de projetos executivos de arquitetura, engenharia e complementares para a restauração e adaptação do Palacete Dantas. Os objetivos são proteger, conservar o patrimônio e tornar o espaço apto à fruição do público.

O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, explicou que o trabalho será custeado com recursos de medidas compensatórias ambientais direcionados pelo MPMG, dentro do programa Minas para Sempre. “Esses recursos serão repassados ao Iepha que será responsável pela restauração. Posteriormente, o Palacete ficará sob a custódia e os cuidados do Ministério Público. Nós não vamos fazer desta um museu ou um memorial do Ministério Público, embora haverá aqui algumas referências ao nosso trabalho. Nós queremos, sobretudo, que esse espaço seja usado para a fruição da população, e que os artistas, especialmente, os mais pobres, possam ter aqui um ambiente para expor os seus trabalhos”, completou.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, elogiou a atuação do MPMG em prol da revitalização dos patrimônios e reforçou a importância dessa ação para a preservação da história e da memória de Belo Horizonte.

“Essa ação do Ministério Público contribui para restaurar e recuperar a memória da Praça da Liberdade. Já não se trata mais de apenas um edifício. Ao lado do Palacete Dantas, temos o Palácio da Liberdade, onde já começaram as obras de restauração também a partir da parceria com o Ministério Público. Ambos os edifícios se encontram com problemas que exigem o cuidado necessário para que Minas Gerais continue tendo uma centralidade no âmbito da preservação do patrimônio, e possa atrair mais visitantes, o que contribui para gerar mais emprego e renda”, pontuou o secretário.

O Palacete Dantas

Projetado em 1915 pelo arquiteto italiano Luís Olivieri, o Palacete Dantas foi, originalmente, residência do engenheiro José Dantas, e abrigou a antiga sede da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais. O edifício possui estilo eclético e chama a atenção pela fachada toda ornamentada. Sua planta se divide em dois pavimentos. Destinada a abrigar uma família grande, a área foi arquitetada com generosidade de espaços e requinte ornamental.

O prédio foi incluído no tombamento estadual pelo Iepha-MG do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade, em 1977. É também tombado pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte como parte do Conjunto Urbano da Praça da Liberdade e Adjacências, pela Deliberação em 1994.

Ópera Sobre as Montanhas – A Bandeira das Esmeraldas e a Origem de Minas Gerais conta a saga de Fernão Dias

Saga do bandeirante Fernão Dias é contada em ópera. Espetáculo sobre a origem do Estado mineiro estreia no dia 14 de Julho, com ingresso gratuito, no Centro Cultural Unimed-BH Minas

 

BELO HORIZONTE [ ABN NEWS ] — A expedição do bandeirante Fernão Dias à procura de esmeraldas em Minas, no final do século 17, terminou sem a descoberta de sequer uma pedra do cobiçado mineral. No entanto, deixou um legado histórico e econômico para o país, com a formação de povoados que deram origem à Capitania de Minas Gerais, há mais de 300 anos. A saga do bandeirante inspirou Alexandre Pinheiro Neto a compor a ópera “Sobre as Montanhas – a Bandeira das Esmeraldas e a Origem de Minas Gerais”, cujo lançamento será dia 14 de Julho, a partir das 20 horas, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2244, bairro de Lourdes). O ingresso é gratuito.

“Com o espetáculo, pretendemos fazer uma homenagem justa, monumental e épica ao povo mineiro, ao Estado de Minas Gerais”, registra Alexandre Pinheiro Neto. O teatro musicado será lançado em filme exibido na tela do Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas. “Será como assistir a ópera no cinema, com muita emoção”, diz o compositor.

Engenheiro, jornalista, escritor e músico, Alexandre conta que as músicas foram compostas ao logo de 30 anos. No fim dos anos 1980, a leitura de uma reportagem sobre a beleza e encantamento das esmeraldas, que abordava também a expedição do bandeirante Fernão Dias, o despertou para estudo mais profundo da história de Minas.

“Passei a fazer uma pesquisa bibliográfica intensa, inclusive com visitas aos lugares onde passaram os bandeirantes. Eles permaneceram por cerca de quatro anos na região do Sumidouro, próxima a Belo Horizonte”, conta. À medida que ia pesquisando, surgiam inspirações para compor músicas temáticas sobre a bandeira das esmeraldas. “Recentemente percebi que tinha em mãos material para complementar, formatar, finalizar como uma obra musical. Assim nasceu “Sobre as Montanhas – a Bandeira das Esmeraldas e a Origem de Minas Gerais”, diz o compositor.

Em 2020, o projeto fora apresentado, então, ao maestro Marcelo Minal, que se encarregou da orquestração, dos arranjos vocais e da direção musical. Cantores e solistas, ao conhecerem a ideia, também se entusiasmaram e juntaram-se ao compositor e maestro para compor todo o elenco da ópera. São quatro solistas interpretando dez personagens e um coro composto por 22 vozes.

“Trata-se de uma ópera romântica, em estilo popular, composta de 28 canções temáticas, épicas, com duração de cerca de 2 horas. A letra faz referência à pesquisa bibliográfica com fatos e hipóteses históricas e uma abordagem para os relacionamentos humanos com liberdades poéticas, apresentando também o cenário local”, descreve Alexandre.

A ideia inicial era produzir um espetáculo para os palcos, mas os custos elevados da produção, que é independente – não houve patrocínio, nem apoio institucional – o levaram a desistir da ideia. A pandemia causada pela covid-19 também pesou. “Criamos o sonho de executar esta obra com o público, ao vivo, no teatro, mas ficou impossível. Partimos, então para uma proposta de produção de um vídeo”, conta.

Cada um dos quatro solistas fez gravações separadamente no estúdio. Os 22 integrantes do coral participaram dos ensaios e gravações virtuais. A mixagem foi realizada no estúdio. “A única gravação presencial em grupo, quando houve flexibilização nos protocolos sanitários, aconteceu no Mirante das Mangabeiras no fim do ano passado”, conta o compositor sobre os desafios impostos pela crise sanitária para a produção.

Alexandre espera que o lançamento da ópera em vídeo atraia a atenção de patrocinadores para a produção de um espetáculo para os palcos. Ele tem expectativa também que museus e escolas, assim como espaços de entretenimento, se interessem em exibir a ópera em vídeo, uma vez que é um espetáculo cultural e didático inédito que aborda uma fase importante da história brasileira.

 

Sobre o compositor – Natural de Belo Horizonte, Alexandre Pinheiro Neto é engenheiro, jornalista, escritor – com dois livros publicados – e músico. A arte musical entrou na vida de Alexandre na fase adulta, quando o pai comprou um piano e ele começou a tocar, compor, estudar teoria musical e também a cantar. Há cerca de 30 anos, Alexandre participou da criação do coral BDMG, que coordenou por duas décadas e hoje atua como coralista. Nesse período, pôde idealizar projetos de apoio ao movimento coral em Belo Horizonte e em Minas, como o Quatro Cantos-Coral na Praça, há mais de 25 anos em execução, e o Coral BDMG na Estrada Real, que levava música colonial mineira às cidades que integram o antigo Circuito do Ouro, em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. Em março deste ano, Alexandre recebeu da Rádio Inconfidência o troféu de Melhor Música Indígena e Afro-mineira pela composição da canção “Sabarabuçu”, que é uma da peças da Ópera que será apresentada. Ele é apaixonado pelo estudo de geografia e história, sobretudo de Minas.

 

Sobre o maestro – Marcelo Minal é graduado em Regência Coral e Regência Orquestral na Escola de Música da UFMG, graduado em Licenciatura em Piano na UFMG, com Curso Básico de Piano Clássico na UEMG; bolsista como Coralista do Coro de Câmara da UFMG – Voz de Tenor; graduado em Letras – Licenciatura na UFMG (2002-2008); formado em Curso Básico de Música da UEMG em Canto Lírico (2001– 2002); é regente e coordenador musical de grupos vocais e instrumentais; ministra aulas de ensino de teoria e percepção musical e técnica vocal; é compositor de arranjos vocais e orquestrais diversos; atua como chefe de Naipe de Tenor do Coral Unimed BH desde 2015; é regente, pianista e arranjador do Coral São Tiago.

 

SERVIÇO:

Ópera Sobre as Montanhas – a Bandeira das Esmeraldas e a Origem de Minas Gerais

Dia 14 de Julho de 2022 às 20h no Centro Cultural Unimed-BH Minas

Rua da Bahia 2244 – Lourdes – 30160-012 – Belo Horizonte MG

Onde retirar ingressos: Os ingressos devem ser retirados no site Eventim a partir do dia 12 de Julho. Serão quatro entradas por CPF, no máximo.

Ingresso Grátis no Site Evetim

 

FICHA TÉCNICA:

Autoria e Libreto: Alexandre Pinheiro Neto

Arranjos Orquestrais e Vocais: Marcelo Minal

Direção Geral e Coordenação: Alexandre Pinheiro Neto

Direção Musical e Regência: Marcelo Minal

 

ELENCO:

Célio Souza – baixo-barítono

Lucas Damasceno – tenor

Luciana Coelho – soprano

Pollyanna Eyer – soprano

Coral virtual Sobre As Montanhas22 integrantes voluntários.

COREOGRAFIA:

Bruna Pinheiro Branco

 

Embaixador da Rússia Alexey Labetskiy visita Romeu Zema

Embaixador da Rússia Alexey Labetskiy e Cônsul Honorária Carolina Bernardes visitam Governador Romeu Zema

 

Embaixador da Rússia Alexey Labetskiy e Cônsul Honorária Carolina Bernardes em reunião com Governador Romeu Zema

 

O tema central no encontro foi a ampliação dos laços comerciais regionais entre a Rússia e o Brasil

 

BELO HORIZONTE [ ABN NEWS ] — O Governador Romeu Zema recebeu nesta quarta-feira (23/06), visita do Embaixador da Federação da Rússia no Brasil, Alexey Kazimirovitch Labetskiy acompanhado com a Cônsul Honorária Carolina Bernardes, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Durante a visita de cortesia eles discutiram formas de estreitar as relações institucionais e comerciais entre Minas Gerais e a Rússia.

Romeu Zema apresentou alguns projetos desenvolvidos pelo seu governo e as ações realizadas para a desburocratização do setor público, simplificando a vida dos empreendedores, tornando o Estado de Minas Gerais mais atrativo para novos investimentos, inclusive, internacionais, gerando mais empregos e renda no Estado.

Minas Gerais, em 2020, foi o 2º Estado brasileiro que mais exportou para a Rússia, atrás somente de São Paulo. No que diz respeito importações, Minas Gerais foi o 4º maior importador de produtos russos.

Também participou, da reunião, o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passalio.

 

Embaixador da Rússia Alexey Labetskiy e o Governador Romeu Zema

 

Embaixador da Rússia Alexey Labetskiy, Cônsul Honorária Carolina Bernardes, Governador Romeu Zema e o Secretário de Estado Fernando Passalio