Exposição de Pinturas de Newton Godoy Celebra Memória, Esperança e Ressignificação da Vida Diante do Parkinson

Silêncio Entre Margens de Newton Godoy

Silêncio Entre Margens de Newton Godoy

Entre Memórias e Presente: Ressignificando a Vida, do Artista Newton Godoy

 

MARIANA, MG [ ABN ] A exposição de telas em óleo e acrílico “Entre Memórias e Presente: Ressignificando a vida” propõe um encontro sensível entre arte, memória e superação. A mostra apresenta a produção recente de um artista que retoma a pintura após 14 anos convivendo com o diagnóstico da Doença de Parkinson, transformando a arte em instrumento de autocuidado, estímulo à memória e reconstrução da própria história.

Engenheiro civil por formação, o artista construiu uma longa trajetória profissional na construção civil de grande porte, com ampla atuação também nas áreas comercial e administrativa de empreendimentos. Na juventude, porém, a pintura foi uma presença marcante em sua vida, posteriormente interrompida pelas demandas profissionais.

Agora, aos 70 anos, a exposição marca não apenas um retorno à arte, mas também a celebração da vida e da continuidade criativa. As telas dialogam com memórias da juventude, emoções preservadas e experiências acumuladas ao longo do tempo, revelando uma produção carregada de sensibilidade, resiliência e esperança.

Mais do que uma exposição artística, a mostra convida o público a refletir sobre o envelhecimento, a memória e a possibilidade de ressignificar a vida em qualquer fase, mesmo diante de desafios impostos pela saúde. A pintura surge como ponte entre passado e presente, reafirmando que o diagnóstico não define o fim de uma história.

A exposição é aberta ao público e se dirige a todos que acreditam na arte como linguagem de cuidado, expressão e transformação.

(Por Andreia Donadon Leal da ALACIB Mariana MG)

 

Entre Memórias e Presente: Ressignificando a Vida

“Há momentos em que a vida nos chama de volta àquilo que sempre fomos.
Esta exposição nasce desse chamado.”

Reúne-se aqui um conjunto de telas em óleo e acrílico que atravessam tempo, memória e identidade. As obras revelam o percurso de alguém que retorna à pintura após décadas — não apenas para produzir, mas para reencontrar a si mesmo.

As pinturas não apenas atravessam o tempo — elas o entrelaçam. Entre lembranças da juventude e a maturidade dos dias atuais, o artista redescobre na criação um território de pertencimento e verdade.

Na juventude, pintar era expressão espontânea e sensível. Com os anos, a vida tomou outros rumos: a formação em Engenharia Civil e uma trajetória profissional sólida e exigente, marcada pela atuação na construção civil de grande porte, além da gestão comercial e administrativa de empreendimentos. A arte silenciou, mas não desapareceu. Permaneceu latente, como brasa sob a cinza.

Há 14 anos, com o diagnóstico da Doença de Parkinson, o corpo passou a impor novos ritmos. Foi justamente nesse espaço de limites que a pintura ressurgiu — não como passatempo, mas como necessidade vital. O retorno às telas tornou-se gesto de memória, exercício de presença e afirmação de identidade. Cada pincelada carrega não apenas cor, mas resistência. Não apenas forma, mas permanência.

A esse caminho soma-se o apoio fundamental da família, presença constante e sustentação afetiva neste novo desafio. O incentivo, a compreensão e o cuidado tornaram possível transformar superação em criação e experiência em partilha.

Nesse percurso de retomada, destaca-se também o apoio essencial do professor Lúcio Magalhães. Mais que mestre, torna-se presença incentivadora e olhar atento. Sua orientação ultrapassa a técnica: acolhe, encoraja e fortalece o gesto criador. No diálogo entre aluno e professor, a arte renova-se como espaço de confiança e partilha. Estende-se, ainda, o reconhecimento a todos aqueles que, de diferentes formas, contribuíram para que este momento se tornasse possível.

Aqui, criar é escuta. É diálogo entre o que o corpo permite e o que a alma insiste em expressar. Os traços não ocultam a fragilidade — transformam-na em linguagem. As cores não negam o tempo — iluminam-no.

A celebração dos 70 anos não encerra um ciclo; inaugura outro. Não se trata de um retorno nostálgico, mas de um renascimento consciente. Uma maturidade que compreende que criar é, também, ato de coragem — e, muitas vezes, gesto compartilhado.

“Entre Memórias e Presente: Ressignificando a Vida” convida à reflexão sobre o tempo que nos atravessa, as perdas que nos transformam e a delicadeza de continuar. Porque, entre o que fomos e o que ainda seremos, existe a arte — ponte invisível que sustenta a travessia (Newton Godoy – 2026).

 

Serviço:

Exposição Entre Memórias e Presente: Ressignificando a Vida, do Artista Newton Godoy.
Promoção: Casa de Cultura da Academia Marianense de Letras, em parceria com a Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil – ALACIB
Abertura: 10 de abril de 2026, às 19h
Local: Porão-Galeria da Casa de Cultura-AML em Mariana MG
Em cartaz até o dia 24/04/2026
De Segunda a Sexta-feira da 10h às 17h